segunda-feira, 13 de maio de 2013

A Prova de Fogo




Nome original: Fireproof
Nome no Brasil: A prova de fogo
Direção: Alex Kendrick
Fotografia: Bob Scott
Trilha Sonora: Mark Willard
Duração: 118 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Drama
Classificação: Livre


Do mesmo criador de “Desafiando Gigantes”, “A Prova de Fogo” é uma história sobre fidelidade, amor e companheirismo.  É a história do capitão do corpo de bombeiros Caleb Holt.  Um profissional exemplar, porém com muitas dificuldades em seu casamento. Quando Catherine após mais uma discussão, pede o divórcio, Caleb decide se aconselhar com seu pai, que lhe propõe um desafio de 40 dias (através do livro diário O Desafio de Amar), a fim de salvar o seu casamento.  Caleb faz um propósito e decide transformar o relacionamento com sua esposa, tendo seu pai atuando como coach.  Podemos ver a partir dai o acordo da meta, o método, a força, o apoio, o socorro nos momentos difíceis e o amor incondicional.
A capacidade de superação a partir do reconhecimento de seus erros e suas limitações fazem com que Caleb inicie uma mudança pessoal íntima que se processa com esforço e dedicação. A importância do amparo de seu pai nos momentos difíceis, quando sua imaturidade é evidenciada. O cultivo do amor, com pequenas atitudes no dia a dia.
Em meio a esse processo de Caleb, Catherine prossegue com o divórcio, diz que não o ama mais e que não adianta seus esforços de tentar agradá-la.  Em uma das visitas Caleb fala com seu pai tudo o que está acontecendo e ouve que ele precisa ter um pouco mais de paciência.  Seu pai explica que para ele conhecer verdadeiramente o que é amar, ele precisa primeiramente amar a Deus.  Caleb continua então a cumprir suas tarefas do diário e a orar para que Deus o ajude.
Passam-se os 40 dias do desafio e no 43° dia, Caleb ao ver Catherine doente decide cuidar dela e lhe conta sobre seu novo relacionamento com Deus.  Ele se ajoelha e lhe pede perdão.  O discernimento e humildade de Caleb desconsertam Catherine.  O melhor é que após uns dias Catherine descobre que Caleb demonstrando sua capacidade de desprendimento e abnegação, abre mão de seu sonho – um barco, para comprar os equipamentos que a mãe doente de Catherine precisava, mantendo esse ato em segredo.  Depois de tanto esforço e perseverança, enfim o amor fala mais alto e a reconciliação acontece com uma frase muito apropriada “Aprendi a não abandonar um parceiro, principalmente num incêndio”.
Nos momentos finais vem mais uma surpresa para o já transformado Caleb, que descobre ser sua mãe a autora do diário “O desafio do amor”, escrito para o seu pai, quando ele queria se separar dela.  E então o pedido de perdão a ela, pois em todo o filme há uma tensão no relacionamento dos dois, como se Caleb a rejeitasse pelo seu excesso de cuidado.

Opinião
É um filme surpreendente. Uma história não somente de amor, mas acima de tudo de mudança e fé.
O filme retrata a situação de um casal em que o marido é um profissional dedicado, mas um cônjuge relapso. Mostra também a ingenuidade de uma mulher que se deixa levar por sua carência, acreditando na bondade de pessoas oportunistas e aproveitadoras.
É um retrato fiel da realidade diária que nos confronta, e o ensinamento de que é possível, sim, passar pela prova de fogo.
Recomendo este filme a todos os casais não importa a idade, aos que já estão casados e aos que pretendem casar. Indico a todas as famílias.
É o filme que não se pode deixar de assistir.
Lindo! 

Um Amor para Recordar




Nome original: A walk to remember
Nome no Brasil: Um amor para recordar
Direção: Adam Shankman
Produção: Hunt Lowry, Denise Di Novi
Roteiro: Karen Janszen
Fotografia: Julio Macat
Trilha Sonora: Mervyn Warren
Duração: 101 min.
Ano: 2002
País: EUA
Gênero: Drama, romance
Estúdio: Warner Bros. Pictures / DiNovi Pictures / Pandora Cinema / Gaylord Films
Classificação: Livre


Baseado no livro de Nicholas Sparks e ambientado em uma pequena cidade da Carolina do Norte, Um Amor Para Recordar conta a história de um rapaz rico, Landon (Shane West), que não tem fé e a filha do pastor da cidade, Jamie (Mandy Moore), uma moça conservadora e religiosa. Os dois jovens são um o oposto do outro: ela é séria e pensa no futuro, ao contrário dele, o garoto mais popular da escola. Landon é punido por ter feito uma brincadeira de mal gosto em sua escola e como punição ele é encarregado de participar de uma peça teatral, que está sendo montada. É quando ele conhece Jamie Sullivan, a jovem estudante de uma escola pobre, ridicularizada e desprezada pelos demais. A proximidade dos dois desperta no jovem sentimentos que Jamie tenta evitar, entretanto, o envolvimento é inevitável, e uma bonita história de amor acontece.

Opinião
É um filme sublime. Embora não passe de um romance,  traz elementos primordiais para a vida humana: a fé, a autenticidade, a responsabilidade, e claro – o amor.
Retrata o mundo dos jovens contrastando dois mundos: o de um jovem popular, preocupado com sua imagem diante de seus colegas, e o mundo de uma jovem humilde e dedicada, preocupada com sua fé e não com a opinião dos outros.
É uma história cativante, que te prende e emociona, sobretudo a medida que vamos nos envolvendo com os personagens e seus dramas pessoais.
Recomendo: para todos os que acreditam no amor, na fé, e na felicidade.



Reféns





Nome original:Trespass
Nome no Brasil:Reféns
Direção: Joel Schumacher
Roteiro: Karl Gajdusek
Fotografia: Andrzej Bartkowiak
Trilha Sonora: David Buckley
Duração: 91 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Suspense
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Millennium Films / Nu Image Films
Classificação: 14 anos




Kyle (Nicolas Cage) e Sarah (Nicole Kidman) vivem em uma elegante e segura casa com todos os confortos modernos. Sua única filha, Avery (Liana Liberato) é uma adolescente linda e rebelde. Tudo está bem até o momento em que a casa é invadida por criminosos e a família é feita refém.

Os criminosos buscam abrir um cofre que contém uma quantia considerável de dinheiro. Mas, no meio do crime, revelações comprometedoras mudarão o rumo da situação.

Reféns se passa, basicamente, em ambiente único – com exceção de uma ou duas cenas. Mas ao contrário de Por um Fio (também de Schumacher), aqui não há tensão ou claustrofobia. É tudo muito exagerado, por vezes risível, e movido por um argumento que não é justificado ao longo da obra.





Opinião

É um filme tedioso, que se passa quase que todo em um único ambiente.

A história é fraca, o enredo sem criatividade. É cansativo e peca por não surpreender e emocionar. É um suspense que não tem suspense, e uma ação que não lembra ação.

Não se perde nada em não assisti-lo. 
Não recomendo. Há outros melhores. 



Dorian Gray





Nome original:Dorian Gray
Nome no Brasil:Dorian Gray
Direção: Oliver Park
Produção: Barnaby Thompson
Roteiro: Toby Finlay
Fotografia: Roger Pratt
Trilha Sonora: Charlie Mole
Duração: 112 min.
Ano: 2009
País de origem: Reino Unido
Gênero: Drama, fantasia
Distribuidora: Europa Filmes
Classificação: 16 anos


Em "Dorian Gray (2009)", Dorian Gray é um jovem extremamente belo, e ingênuo, que se muda do interior da Inglaterra para Londres após receber uma grande herança. A alta sociedade londrina pressiona o rapaz, esperando atitudes e comportamentos que não lhe eram naturais até então. Basil, um aclamado pintor da época, se encanta com a beleza de Dorian, e se propõe à pintar um retrato dele, o famoso retrado que desencadeará toda a história.
Dorian se envolve com uma doce atriz, Sybil, e logo estão noivos e apaixonados, porém a influência de Wotton, com suas idéias mirabolantes e desafiadoras faz com que o jovem mude seu comportamento de tal maneira que Sybil, a jovem noiva apaixonada não aguenta mais e comete suicídio. Dorian fica devastado ao saber, ainda mais quando descobre que ela estava grávida. Ele, então, perdido e perturbado, acaba sendo atraído pela vida luxuriante, pelas festas, drogas e orgias.


O retrado feito por Basil, tornou Dorian imortal, ele jamais envelhecerá, assim não perdendo sua beleza jovial, encantando e assombrando as pessoas da cidade.

O filme foi bastante criticado por não ser fiel à obra de Oscar Wilde. Tob Finley, que escreveu o roteiro do filme, modificou profundamente a história, até criando personagens inexistentes, caracterizando-a como uma releitura, uma adaptação na tentativa de apresentar o clássico à um público diferente.

Algumas características de Wilde permanecem na adaptação: a ironia, a crítica, as frases afiadas.
Essa foi a 16ª adaptação cinematográfica do livro. As anteriores foram: Dorian Gray Portrait (1910),The Picture of Dorian Gray (1913), Portret Doryana Greya (1915), The Picture of Dorian Gray (1916), Das Bildnis des Dorian Gray (1917), Az Élet Királya (1918), O Retrato de Dorian Gray (1945), Dorian Gray (1970),The Picture of Dorian Gray (1973), The Portrait of Dorian Gray (1974), A Nudez de Hollywood (1978), The Sins of Dorian Gray (1983), Dorian Gray - Pacto com o Diabo (2001), The Seven Deadly Sins: Gluttony(2001), The Picture of Dorian Gray (2004) e Dorian (2005).

Opinião 
Para quem leu o livro, certamente o filme fica devendo, por silenciar detalhes que fazem com que a história se torne mais interessante. No entanto, a sensualidade do jovem Dorian é explorada com afinco, e a mudança de humor, personalidade e atitude do rapaz que nunca envelhecia são o grande atrativo do filme. 
Sem dúvida é um erro ver o filme sem conhecer a obra. Não é uma grande produção, mas não deixa de ser bonita, e certamente ao ver o filme haverá o desejo de consultar a obra, pela sedução e maldição que acompanham a doce face.
Recomendo: para os que já leram o livro e não possuem a expectativa de que o filme o supere. 


Trailer